Tudo o que você precisa saber para viajar para o México

A Catedral Metropolitana do Zócalo vista de dentro do Templo Mayor –da área que ainda é escavada. Foto: Talita Marchao

Sabe aquela lição de casa que todo mundo faz quando planeja conhecer um país? Reuni neste post todas as dicas básicas para conhecer o México. Espero que sejam úteis!




-O visto: brasileiros não precisam de visto para conhecer o México. Ele é concedido na imigração mexicana, que pode te fazer uma série de perguntas e até exigir ver a passagem de volta (antes de surtar, lembre-se de que o México é rota de imigração ilegal para os EUA, faz sentido pedir alguns documentos ou a passagem de volta).

-A bagagem: a polícia faz uma revista aleatória na bagagem de alguns passageiros no desembarque. Sim, eles abrem as malas e reviram as coisas, então não tente ser o malandro que acha que vai entrar no México com maconha ou outras substâncias consideradas ilegais. E não há um critério, qualquer um pode ser revistado e em qualquer aeroporto (não importa se você entra por Cidade do México –que chamarei de CDMX– ou Cancún, se é voo nacional ou internacional. Todo mundo pode ter a bagagem revistada).

O painel do Diego Rivera na escadaria do Palácio Nacional. Foto: Talita Marchao

-Muitas companhias aéreas fazem a rota Brasil – México. Você pode ir em um voo direto com a Aeromexico ou com as mais “comuns” na rota, como Copa, Avianca e Latam. Dá até para pegar o voo com uma empresa americana, fazer a escala em Miami e seguir viagem.




-Para sair do aerporto na CDMX, você tem a opção do metrô, cheio de transferências de linha em escada e corredores super longos ou de um jeito maravilhoso: o metrobus –um ônibus que roda por uma faixa especial em uma rota específica pela cidade. Ele não pega o trânsito (caótico), custa barato e tem um policial dentro de cada veículo. E a melhor parte é que uma televisão com som anuncia qual será a próxima parada, então você pode consultar no mapa onde deve descer e efetivamente descer no ponto certo. Ah, ele é super confortável, tem aquele espaço para bagagem. É claro que existe a opção do táxi também, e pode compensar dependendo do número de pessoas que viajam com você.

-Uma opção para ir para o aeroporto em CDMX, além do metrobus ou do metrô convencional, são os apps de transporte como Uber e Cabify. Usei ambos e todos funcionaram super bem. O Cabify tem a vantagem de permitir a reserva do veículo para um determinado horário, então funciona bem para voos noturnos –foi o meu caso e saiu muito mais barato do que o carro que o hostel queria me oferecer.

A Pedra do Sol, o calendário dos astecas, no Museu de Antropologia. Foto: Talita Marchao

-Para sair do aeroporto de Cancún, existem os ônibus da ADO, uma espécie de “transportadora oficial” só que não. Ele te leva para Playa del Carmen e Tulum saindo em média de meia em meia hora. Ônibus com ar condicionado, confortável, uma belezinha. Mas não caia no sono porque a viagem é curta. Mas dependendo do número de pessoas que viajam com você, alugue logo um carro para sair de lá e aproveite para fazer os passeios mais distantes na Riviera Maya.

-Infelizmente não posso te ajudar com as tomadas ou as voltagens, mas porque aquilo ali é uma coisa de louco, sem qualquer padrão. Fiquei em hotéis só com 220v ou com 110v, e cada lugar por onde passei tinha um plug diferente. Haja adaptador universal! Como o meu não deu conta, acabei indo a uma casa de ferragens na raça e comprando um adaptador para o tipo de tomada que eu precisava mais.

-Você pode levar só Real (R$) para trocar lá, mas dificilmente trocará na cidade, somente no aeroporto. Dependendo do valor que você pagar no dólar aqui no Brasil, prefira levar dólares, já que a troca vale mais a pena lá por pesos mexicanos. Quando eu estive lá, em julho de 2017, um real valia mais ou menos 5 pesos mexicanos (um pouco menos); um dólar chegava a valer 17 pesos. Ah, e alguns restaurantes e lojas na Riviera Maya aceitam dólar sem pestanejar.

A Catedral Metropolitana do Zócalo, que está afundando, e um grupo de passeio gratuito de bike. Foto: Talita Marchao

-Se você vai para CDMX, faça um favor para o seu tempo de vida e de viagem e compre antecipadamente a entrada para a casa da Frida Kahlo –a fila chega a levar duas horas, fora o tempo de visitação. Compre na internet, imprima e chegue meia hora antes.

-Separe um dia para ver as ruínas, seja em CDMX ou Cancún. Para Teotihuacán é possível ir por conta própria de ônibus; para Chichen Itza, em Yucatán, carro é a opção para ir sem o tour (como tudo é muito longe na Riviera, acho melhor ir com o tour).

 

Para ajudar no seu planejamento:

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