Dicas para mergulhar em Cozumel e conhecer “El Cielo”

Quando planejei minha viagem para o México, Cozumel não estava nos meus planos. Eu não sei nadar direito, então mergulhar me parecia algo surreal. Mas a Melissa, do blog Viviendo en el México Mágico, insistiu tanto para eu conhecer que acabei indo –e não me arrependo!

El Cielo: sim, esse lugar existe. Foto: Talita Marchao

A partida para Cozumel é de Playa del Carmen, onde eu tinha montado base para explorar a Riviera Maya. O ferry –a balsa, ok?– sai do cais do centro, Basicamente, ir para Cozumel é algo sem segredo: você compra a passagem e embarca; chega na ilha em uns 45 minutos. O lance é: e depois?




Você tem a opção de bater perna pela ilha –para isso, não tem jeito: é preciso alugar um carro ou uma moto. Mas o grande barato de Cozumel é o mergulho (é incrível, até mesmo para quem só sabe boiar!)

Optei por um passeio de agência, e fui com a Travel Ahead, que é formada por brasileiros lá em Playa de Carmen. Além de não precisar me preocupar com a questão de contratar todos os passeios lá em Cozumel, gostei da ideia de parar em um parque aquático no esquema de resort por algumas horas para aproveitar a infraestrutura –já explico– e porque os equipamentos e instrutores estavam incluídos no pacote.

O centro de Cozumel, de onde sai o catamarã. Foto: Talita Marchao

Vamos lá: você embarca em Playa na balsa (três empresas oferecem o serviço, e o barco parece bastante com o que faz a travessia Rio-Niterói, super seguro) e chega em Cozumel. De lá, precisa pegar outra embarcação para chegar nos arrecifes mais bacanas para mergulhar.

E qualquer um mergulha? Mesmo sem nadar direito?

SIM! Meu grupo embarcou em um catamarã (com open bar etílico liberado só depois do mergulho). Os instrutores distribuem os equipamentos e o mais legal: ensinam como usar cada um deles. De que forma o colete deve ser inflado e com que quantidade de ar para não atrapalhar o mergulho? Como respirar pela máscara? E se os óculos ficarem embaçados? Como é a forma correta de nadar com os pés de pato?


Uma coisa que me deixou contente foi a preocupação com os que não sabem nadar direito. Separam os grupos na água, e os experientes vão na frente; os iniciantes ficam para trás com os instrutores. Existe um código de gestos para quem está com problemas, e um instrutor corre para te ajudar no que for preciso –eu precisei por causa da máscara embaçada.

Paramos no arrecife “Colômbia”. Diz a lenda que dá para ver tartarugas e tal. Eu só vi corais incríveis e peixes, muitos peixes. E eles nadam muito perto de você, chegam até a dar aquela esbarrada básica e fogem de medo.

Até agora estou boquiaberta com o azul desse lugar!! Foto: Talita Marchao

A segunda parada é no famoso “el cielo”, um banco de areia que fica a quase 1km da costa. Além da água claríssima e azul como o céu, o lugar é famoso pelas estrelas do mar. O melhor é que “dá pé”, ou seja, você só precisa da máscara e do colete (se quiser levar). O lugar é maravilhoso (sem exagero). Acho que nunca vi mar tão azul e claro como lá!

Clube de praia para almoço

Fala se não dá vontade de tomar um drink e ficar tomando sol com essa vista em uma das cadeiras!! Foto: Talita Marchao

O passeio que fiz foi todo “open bar” (refrigerante e água antes do mergulho, álcool depois), e em seguida paramos no Playa Mia, um parque aquático bem bacana. Lá foi servido o almoço, e juro: estava gostoso! Mas fiquei completamente “mareada” do passeio de barco, então seria impossível comer muito e não vomitar (haja remédio contra enjoo).

O buffet tinha comida tradicional mexicana, mais “americana” e o clássico das crianças –sim, eu comi tacos e o clássico das crianças, macarrão com queijo. O open bar lá era mais caprichado, e troquei o “ponche” do barco por daiquiris. A parada dura cerca de 2h, e você pode aproveitar as piscinas, os toboáguas, os brinquedos no mar ou só tomar um sol e curtir um daiquiri (foi o que eu fiz). Ah, e te oferecem garrafinhas de água durante todo o passeio!

As piscinas do Playa Mia. Foto: Talita Marchao

Passagem sem horário fixo no retorno

Se você vai por conta própria, pode escolher a hora que retorna para Playa (lembrando que não é um serviço 24h). Como eu fui em um passeio que incluía a ida e a volta, me deram uma passagem de volta, mas sem hora marcada, o que achei excelente.

Para quem está com o transporte do pier de Playa até o hotel, a recomendação é a de que você embarque na próxima balsa marcada com todo o grupo (afinal, vão te deixar na porta do hotel). Como eu ficava no pier de Playa del Carmen, ainda poderia passear por Cozumel e voltar quando eu achasse melhor. Isso me deixou bem contente. Essa liberdade para bater perna depois do tour é bem legal. Ok que eu não tive energia nem para ir até um quarteirão, mas se você tem pique, dá até para jantar em Cozumel!

E se pretende bater perna, já adianto: tudo em Cozumel é caríssimo! Vá de coração e bolso abertos.

Para ajudar no seu planejamento:

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