Como escolher um hostel na Cidade do México: que tal ficar no Zócalo?

A vista linda da sacada do Mundo Jovem Catedral. Foto: Talita Marchao

Durante minha estada na Cidade do México, pude conhecer dois dos hostels mais famosos por turistas que querem se hospedar no Zócalo: Mexico City Hostel Mundo Joven Catedral. Eles são vizinhos e estão hiper bem localizados, não só para locomoção, mas também é possível comprar qualquer coisa ao redor (vendinhas, souverires e o que mais você quiser).




Este post funcionará como uma espécie de “Você Decide”. Apontarei as minhas impressões pessoais e você escolhe qual encaixa no seu estilo –os preços são parecidos, super econômicos! Banquei do bolso, então posso garantir que é a experiência que qualquer pessoa teria (sem o luxo todo de convite, fui no esquema mochileira).

Mexico City Hostel

As escadas do Mexico City Hostel  Foto: Reprodução/Mexico City Hostel.

Na minha opinião, o melhor dos dois albergues. Público de todas as idades, Boa cozinha para preparar refeições, mas prepare-se: não tem copos! Ele tem uma geladeira bem grande para guardar os alimentos e aluga lockers para que você guarde o que comprar para comer e não é refrigerado (supostamente, não pode entrar qualquer tipo de alimento nos quartos).

São duas unidades, uma na frente da outra. A maior desvantagem e que me incomodou bastante é o fato de que nenhuma delas têm elevador –sim, é tudo escada. Você vai arrastar mala por muitos lances de escada, e deficientes que se virem para subir/descer. Outro incômodo é o fato de que as luzes das áreas comuns só se apagam depois da meia noite (se você planejava descansar um dia dormindo um pouquinho mais cedo, leve um tapa-olhos).

Fiquei em um quarto individual para casal, e posso dizer que ele era muito melhor do que as acomodações de muitos hotéis caros. Duas camas de casal bem grandes, um baita banheiro enorme, água quente. Meu quarto tinha ventiladores, e não ar condicionado. Os banheiros comunitários são bem limpos, organizados  –aliás, ponto positivo para a higiene, achei o hostel muito limpo. Ah, e um segurança fica durante o período da noite nas áreas comuns.

Um dos quartos mais limpos e confortáveis que eu já fiquei. Foto: Reprodução/Mexico City Hostel.

Outro ponto negativo: a equipe. Quando cheguei, achei que o atendente iria me bater porque eu tirei o cartão antes da hora da máquina (não sei porque a máquina não é como aqui no Brasil, que você passa a senha e logo libera. Depois da liberação do pagamento ainda rola uma saga com o seu cartão na máquina). O recepcionista foi grosseiro, estúpido, fiquei chocada. Até que eu descobri um mocinho simpático no turno da noite –a partir daí, tirava as minhas dúvidas todas com ele, um fofo.

Último ponto negativo: a internet só funciona bem nas áreas comuns –sala, cozinha, recepção e corredores. Por algum mistério do mundo tecnológico, ela não funciona nos quartos (e lá se vai a sua privacidade para falar com a família).

Agora, o que me encantou foi o café da manhã: gostoso, farto e típico! Todo dia é preparado um prato mexicano (algum tipo de ovo ou taco). Tem ainda torradas para você preparar, geleia, manteiga, cereais, frutas, suco (não é natural, não se anime), café, leite e iogurte. É pago separadamente, mas vale super a pena. E você pode abastecer sua garrafinha de água no hostel mesmo, no filtro de água.

Se você decidir ficar lá, faça a sua reserva por esse link! Você não paga nada pela reserva, ajuda o blog e pega um preço legal!

Hostel Mundo Joven Catedral

Acho que é o hostel mais famoso –e mais jovem. Se você tem alma idosa como eu tenho, vai achar que o público é jovem demais! Mas vamos ao ponto mais incrível deste albergue: A VISTA DA CATEDRAL É DE TIRAR O FÔLEGO! E qualquer um pode curtir a vista: a cozinha, que fica no quinto andar, tem uma sacada onde as pessoas tomam sol e até usam a internet.

Os quartos têm uma vista interna (ou seja, as janelas dão umas para as outras), mas eles são bem confortáveis. Fiquei em um quarto individual, e honestamente achei ele bem pequeno. Cama confortável, um locker que cabe a mala inteira (ponto positivo!) e televisão com canais básicos e alguns a cabo. O problema mesmo era o banheiro –imundo. O chuveiro estava sujo, sabe? Mofado, com cabelo. Deu nojinho.

 

O quarto para casal todo moderninho e apertado. Foto: Talita Marchao

A internet funciona super bem nos quartos, e cada pessoa tem uma senha para acessar (isso é ótimo!) A segurança lá é ainda melhor: um segurança só libera a entrada das pessoas na área do elevador (que fica fechada por um portão) se notar a pulseira no pulso. Ah, e sim: lá tem elevador! Deficientes físicos são bem vindos!

O hostel é muito famoso por um bar no terraço do último andar, e o lugar é realmente lindo e gostoso para comer e beber (com a mesma vista da catedral e de boa parte da cidade). Ele só é um incômodo quando você quer dormir –a música eletrônica fica tocando alto durante a noite e o começo da madrugada (até umas 2h, vai).

O café da manhã é bem gostoso, servido no outro bar do hostel no térreo. Torradas, geleia, manteiga, café, leite, pão, suco, iogurte, cereais e frutas. A parte boa é que tem pão doce também –a ruim é que fica uma funcionária regulando quantos cada pessoa pega, e só pode comer um pão doce.

Os funcionários são super atenciosos, e têm uma baita paciência para explicar tudo com o nosso portunhol. O hostel ainda organiza aquelas atividades em grupos –e num preço justo.

De novo: Se você decidir ficar lá, faça a sua reserva por esse link! Assim você ajuda quem te ajudou com a dica e pega um precinho legal!

E como chegar aos dois albergues?

Saindo do aeroporto, você pode pegar o metrobus –ele vai te deixar em uma rua próxima, a duas quadras dos dois albergues (paguei 30 pesos quando estive lá em julho de 2017. Desça no ponto “República de Argentina” mesmo que o motorista te mande descer na próxima, que é a “Chile” –mesmo que a Chile seja mais próxima do Mexico City, as calçadas são horríveis se você estiver com uma mala de carrinho. Descendo na Argentina, você caminha as duas quadras numa boa, com calçadas bem feitas, e ainda passa pelas ruínas do Templo Mayor para abrir a viagem com chave de ouro.

Se eles oferecerem transfer, duvide do preço. Para vocês terem uma ideia, um Cabify agendado para ir do hostel para o aeroporto saiu a metade do preço que o albergue queria cobrar por um táxi. Até mesmo o Uber sai mais em conta.

Para turistar, os dois albergues estão perto da estação Catedral (e adivinha? Ela fica na Catedral Metropolitana, no Zócalo rs). Compre o cartão, recarregue e seja feliz.

 

Para ajudar no seu planejamento:

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