Bate-volta em Guararema e o passeio de Maria Fumaça

Que tal fazer um bate-volta em uma cidade de interior com boa comida, muita coisa diferente para fazer e que só fica a 1 hora de São Paulo? Então você precisa visitar Guararema, no Vale do Paraíba.

A estação de trem fofa. Foto: Talita Marchao

Estive em Guararema já duas vezes: uma como jornalista/amiga e outra como turista com a família completa. É claro que as impressões são um pouco diferentes. Mas o resultado é um montão de dicas!! Vamos lá:

Como chegar? Guararema fica a mais ou menos 80km de São Paulo, e você chega mais fácil pela rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Dá para ir pela Dutra, mas é mais longe. Na Ayrton Senna, são dois pedágios (baratinhos, de cerca de R$ 3,50 em junho de 2017), mas você paga ida e volta. A cidade não é super hiper preparada para turismo aos montes, mas confie no Google Maps ou siga as placas da “Rota Paraíba” (juro, vai dar certo).

Maria Fumaça: É um baita passeio legal! São duas viagens diárias em finais de semana e feriados. O trem sai da estação no centrinho da cidade –a própria estação foi restaurada é uma graça. Minha recomendação é que você chegue cedo para embarcar na primeira viagem (10h, mas vale confirmar a hora na internet). O passeio dura duas horas: meia hora de ida pelos 7km até Luis Carlos, 1h na vila e mais meia hora para voltar.

Olha o trem 🚂🚂

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O valor do ingresso (R$ 55 lá na hora, R$ 60 na internet em junho de 2017) ajuda a bancar as despesas de manutenção da locomotiva de 1927 (!!!) e dos vagões da década de 1930 (ela estava parada desde a década de 60, e garanto que está funcionando que é uma beleza!) Além disso, o ingresso banca os funcionários que fazem o trajeto e, segundo a monitora que nos acompanhou, não gera lucros. Quando estive lá, um trio de senhores super simpáticos ainda tocou uma musiquinha no trajeto, foi super bacana. O melhor é que não tem treta no embarque: o ingresso tem vagão e assento marcados. Se você chegar cedo, ainda acompanha os meninos abastecendo a locomotiva com lenha.

Uma tia precisa dar o exemplo

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Luis Carlos: A vila de Guararema já foi cenário de filme na década de 70 e de novela (adivinha em que lugar os imigrantes japoneses da novela das seis “Sol Nascente” desembarcaram? rs). O lugar foi todo restaurado e hoje tem cafés, restaurantes e muito lugar bacana para tirar foto. Em uma hora, dá para fazer muita coisa ali (ok, não dá pra almoçar, a não ser que você vá de carro).

Sim! Você chega até a vila de Luis Carlos de trem ou de carro (são cerca de 14km dirigindo a partir do centro de Guararema, com um trechinho em estrada de terra bem ok). Lá tem muito lugar para estacionar tranquilamente perto da estação reformada no mesmo estilo da de Guararema.

Alambique: Pegue o carro e vá sem se preocupar com distância. A dica é o Alambique do Décio, passando todas as instalações da Petrobras. Lá você prova os diferentes tipos de cachaça e de licor, tudo produzido no local. Aproveite para comprar cachaça e namorar as antiguidades. (Leve o motorista da rodada para trazer o carro de volta porque a cachaça sobe rápido!)

Vai um licor aí? Foto: Talita Marchao

Para bater perna: A cidade tem parques bacanas para passear. Na volta do alambique, você pode conhecer o Parque da Pedra Montada (que tem uma pedra montada sobre a outra, óbvio) e uma pedra “tubarão” (dependendo do quanto você tiver bebido no alambique, verá o tubarão rsrs. No centro da cidade, aproveite para conhecer o Parque da Ilha Grande, no rio Paraíba do Sul. Você ainda pode bater perna no Recanto do Pau D’Alho e na Praça da Igreja Matriz.




Para as crianças, rola um parquinho no Recanto e da frente da galeria de artesanatos sai aquele trenzinho clássico “de praia” que dá uns rolês pelo centro da cidade. (Não se preocupe, só tem uma galeria de artesanatos rsrs).

Onde comer: A dica de ouro é da Julia, do blog Me Leva de Leve, que achou este restaurante fofinho e incrível(mente barato). Achamos por acaso e logo lembrei do post dela. O Roça e Poesia é pequeno, aconchegante e tem uma comida excelente, com gostinho de interior. Pedimos o prato executivo (que saiu por R$ 18 em junho de 2017, nem acreditei no valor): um arroz, feijão bem temperadinho, farofa e um belo bife de contrafilé + salada de alface, tomate e cebola.

O restaurante fofinho na rua principal. Foto: Talita Marchao

Enquanto esperávamos pela mesa (éramos em cinco), fiquei batendo papo com a Bárbara, que estava organizando as coisas lá naquele domingo. Super papo bacana! Ela me contou um pouco da rotina da cidade, dos problemas (eu sou jornalista, é impossível não perguntar essas coisas) e descobri que Guararema não vive de turismo ainda, mas do combo pedágio da Ayrton Senna + Petrobras + Votorantim. A cidade tenta conseguir o status de “estância turística”, e assim receber uma grana do Estado para investir em turismo. Estou na torcida!




Outra opção mais cara e famosa é o disputado Mirante do Vale. Estive lá da primeira vez, como jornalista. Mas fique tranquilo porque não nos identificamos. Pagamos a comida, a bebida e curtimos a vista na beira do Rio Paraíba do Sul. A comida é sim super gostosa, mas admito que é bem cara se você vai com família completa. Para um casal, é até de boa (os pratos são super bem servidos, dá para dividir numa boa).

O Mirante fica longe do centro, numa região conhecida como “rota dos restaurantes”. Para chegar nele, você passa pela única igreja do Brasil dedicada ao famoso São Longuinho. Ali tem uns restaurantes, mas o famoso Mirante é um pouco para frente ainda (cruze a ponte sobre o rio e seja feliz).

Foto: Talita Marchao

Para que curte flores: A orquidácea (um orquidário) fica afastado do centro, mas merece a visita de quem curte muito plantas. Lembro de uma orquídea com cheiro de chocolate! Mas também é longe, precisa ir de carro.

Onde se hospedar: E aí você decidiu que quer pernoitar na cidade para descansar/namorar/passear mais/ seguir viagem para outros lados do Vale. Minha dica é a pousada em que fiquei na primeira visita, a Maria Florência. Quartos confortáveis para casais, para famílias, boa piscina e com um deque para curtir a vista do rio Paraíba. O café da manhã é uma delícia e o pessoal foi super atencioso! E dá para estacionar o carro e passear pelo centro caminhando.

Mapa para os perdidos!

 



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