Suba a Pedra Grande, na Serra da Cantareira

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Quem me conhece sabe que tenho um carinho gigante pela Zona Norte de São Paulo. Indico bares, restaurantes, botecos, padarias, mas desde que me envolvi afetivamente com essa região da cidade, há uns sete anos, nunca tive coragem de subir até a Pedra Grande, no Horto Florestal. Até tentei, convidei diversas pessoas, e nada. Finalmente consegui, e acho que todo mundo deveria subir pelo menos uma vez na vida. E por que você nunca subiu?

1- Fica no extremo da cidade. Ok, fica. Mas é super fácil de chegar. Não quer ir de carro? O ônibus para lá sai do metrô Parada Inglesa. Te deixa na porta do Horto Florestal por apenas R$ 3,80 (e R$ 3,80 para a volta). A linha de ônibus é a 2740-1. E adivinhe o nome da linha? HORTO FLORESTAL – PARADA INGLESA.

2- A Trilha da Pedra Grande fica dentro do Parque Estadual da Cantareira. Não adianta procurar o começo da trilha dentro do Horto (que é um parque super fofinho e reparei que é SUPER bem frequentado pela manhã #paqueranacorrida). É preciso subir uma rua na lateral do parque. É o aquecimento para a subida. Para entrar na trilha, é preciso pagar R$ 12 (mas vale a pena confirmar o preço antes de ir, já que hoje a gente pisca e o preço sobe). Mas antes que você reclame, seu pão duro, aviso que a trilha tem banheiros limpos — com papel e sabonete — e não tem lixo espalhado. Para mim, isso já vale o ingresso. Se possível, escolha subir num dia depois de chover, e vá cedo. É mais garantido que a vista estará limpa. O parque fecha para entrada às 15h, para garantir que todo mundo consiga chegar lá na pedra. Ah, e ele fecha às 17h.

mapa1
A – É a Rua do Horto, onde começa a subida
B – É a Pedra Grande
C – É o Lago das Carpas (mas só vi girinos)

3- Prepare o tênis confortável, capriche no protetor solar (leve para reaplicar), monte um grupinho e suba. Falo do grupo porque um incentiva o outro na hora do perrengue. E leve água e um lanchinho, já que não existe lanchonete e nada capitalista pelo caminho nem lá em cima. Tente não subir fazendo bagunça, e poderá até ver uns macaquinhos no caminho.

4- As plaquinhas de quilometragem da trilha não fazem sentido. Apenas ria quando encontrar cada uma delas. Depois de uma hora (fiz em um pouco mais), sente e aprecie a vista da cidade a 1.010 metros. Aliás, não fique só na pedra. Mais pra frente existe um mirante (e um museu, mas a gente quer o mirante). De lá, dá para ver o Pico do Jaraguá.

5- Na teoria, a quilometragem da trilha deduz ERRONEAMENTE que você irá primeiro ao Lago das Carpas (não vi nenhuma, só uns girinos), e depois subirá para a Pedra Grande. Mas como sei que expectativa é complicado, todo mundo segue logo para a Pedra Grande. De lá, não caia no golpe da placa mandando você seguir em frente para chegar no tal lago. Volte por onde veio. Vai te poupar uma boa caminhada, acredite.

6- O tal Lago das Carpas fica em Mairiporã. Sim. Lá tem umas mesinhas para piquenique de verdade, uns brinquedos para crianças, banheiro e muitas árvores para dar aquele cochilo.

7- Descer todo santo ajuda, acredite. No total, são 9,6 quilômetros de trilha. Contando a subida-descida da rua entre a entrada da trilha e o portão do Horto, chutei que caminhei mais de 10 quilômetros no total. Sim, você sentirá dores em músculos da perna que você nem sabia que existiam. Sim, vai sentir doer todas as unhas que até então não estavam encravadas. Mas o passeio vale a pena, juro mesmo.

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