Como subir no prédio do Banespa

Pergunte para qualquer paulistano. Entre dez pessoas, provavelmente apenas uma já subiu no prédio do Banespa, no centro de São Paulo. Eu era uma dessas nove, até que decidi aproveitar um dia de folga antes da chuva de verão. E, para você, leitor, não ficar criando desculpa de que é longe, é demorado e <insira sua desculpa esfarrapada aqui>, decidi fazer a lista com tudo o que você queria (ou não) saber e que vai acabar com os seus argumentos para não conhecer uma das melhores vistas de São Paulo.

1- “Não tenho dinheiro”: o passeio é GRÁTIS. Exatamente. Você não paga nada para subir no marco turístico paulistano.  Você só precisa encarar uma fila cheia de turistas e gringos, mas o meu conselho é: vá num grupo pequeno (você e mais uma pessoa). A chance de passar na frente de grupos enormes é bem grande, já que a subida é feita em dois elevadores, em grupos pequenos. No segundo elevador, por exemplo, sobem seis pessoas no máximo. Mas enquanto espera, curta o lustre incrível do saguão, o chão com o detalhe do “Banco do Estado de São Paulo”.

Avenida São João, o Martinelli aqui no ladinho, e o Pico do Jaraguá ali no fundo. Zona Oeste quase inteira. Foto: Talita Marchao

2- “O centro da cidade é confuso e perigoso, não sei chegar no prédio”. Você vai ATRAVESSAR UMA RUA quando sair do metrô. Sim. Vá até o metrô São Bento e vá até a saída da Ladeira Porto Geral (tem saídas mais fáceis, mas todo mundo conhece a Ladeira. Suba, desencane da 25 de março. Atravesse o farol e siga pelo calçadão. PRONTO. Entre no prédio. Fim. Nem vai doer. Até preparei um mapa tosco, olha só:

mapa

3- “Ah, mas não é o prédio mais alto de São Paulo”. Realmente, não é. O mais alto é o Mirante do Vale. Mas a Torre do Banespa tem uma vista de 360 graus da cidade. Cantareira, Pico do Jaraguá, Zona Leste, Oeste, Sul e Avenida Paulista. É pouco?

Consegue ver as torres da Avenida Paulista e a Igreja da Sé? Foto: Talita Marchao

4- “O passeio lá em cima dura cinco minutos”. Sim é uma volta pelo mirante e sempre acompanhada de um bombeiro, que vai garantir que você não se jogue. Até brinquei com ele sobre a dificuldade de trabalhar com uma vista incrível, e ele disse que trabalhar ali de tarde é terrível, não dá para respirar por causa da poluição. O tempo é curto. Não dá para parar e ficar vendo a ponte estaiadinha, o prédio da PM na av. Cruzeiro do Sul, a Galeria Pagé colorida, a torre da Gazeta ou os mil detalhes do centro de SP. Você infelizmente só fotografa e repara em tudo em casa. Essa parte eu achei triste, mas cada foto vale muito a pena!

Mercadão, Galeria Pagé-lego, PM na avenida Cruzeiro do Sul e a Zona Norte querida. Ufa! Foto: Talita Marchao

5- “Não tenho uma boa máquina”. A vista vale uma máquina fotográfica ninja, mas hoje em dia os celulares tem resolução ótima, alguns fazem milagres. Vá com o celular e seja feliz!

O prédio está aberto para as visitas entre 10h e 15h. E aí, animou?

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