Vem pra Sampa (bater perna), meu!

Foto: Vem pra sampa, meu
Foto: Vem pra Sampa, meu!

Sabem o que acontece quando você junta 60 blogueiros de viagem em uma cidade grande como São Paulo para bater perna? Vira farra (e uma montanha de fotografias se cada imagem fosse impressa/revelada como nos velhos tempos). Foi isso o que o Vem Pra Sampa, Meu! fez na primeira edição, que rolou no fim de semana dos dias 7, 8 e 9 de outubro na capital paulista.

Com o planejamento da galera que comanda os blogs Tô Pensando em Viajar, my Destination Anywhere e Coisos on the go, nos aventuramos pela cidade com uma proposta diferente, feita pela Bem São Paulo, aquela startup de turismo e economia colaborativa que falei no primeiro post (se você não leu, começe por ele!).

Fomos divididos em três grupos, três tours para “degustação”: o Pedalarte, de bike; o Cool Sampa, de carro/a pé; e o Arte por toda parte, também na combinação carro/a pé. Optei pelo último, e é sobre ele que vou falar um pouquinho.

Nos reunimos na manhã de sábado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional com a guia responsável pelo passeio, a Sylvia Werneck, curadora e crítica de arte. Considerando a importância do Conjunto Nacional para a avenida Paulista, achei um ponto super bacana para começar o roteiro.

De lá, passamos pela Praça do Ciclista, que hoje tem uma baita relevância no contexto da cidade –ponto de encontro de protesto, de pedalada, de famílias, de horta comunitária, de tudo e bem no coração da avenida mais importante da cidade. A ideia era passar pela Passagem Literária da Consolação, que estava fechada no dia do tour. 🙁

No caminho para a Galeria Vermelho, cruzamos com uma destas maratonas de ciclistas (naquela manhã era em apoio ao combate do câncer da mama). Achei legal que as pessoas de fora da cidade pudessem ver como SP virou um lugar para ciclistas (enquanto isso durar). Para a nossa má sorte, ela também estava fechada.

A próxima parada seria na rua Maria Antônia, na frente do Mackenzie. Como tínhamos um tempinho livre e o dia estava lindo, decidimos ir caminhando até lá e aproveitamos para entrar no cemitério da Consolação, um lugar com mais obras de arte do que gente morta. Demos um “olá” para a Marquesa de Santos (o único túmulo que conseguimos identificar) e seguimos.

Eu nunca tinha entrado no Centro Universitário Maria Antonia, hoje administrado pela USP. Lamentei que tivemos só uns 10 minutos lá dentro e fiquei curiosa para fuçar mais no local. Mas o que viria depois desta parada valia a recompensa pelo pouco tempo lá dentro.

Tive meu “momento riqueza” no Terraço Itália. Eu já tinha visitado no modo pobre sem gastar 1 centavo e contei aqui, mas entrar no bar e tomar champanhe é coisa fina. Pudemos conhecer o espaço, fazer as fotos panorâmicas incríveis e na verdade aquele foi o primeiro momento do dia em que o grupo completo esteve reunido. Foi lá que a Fernanda (do blog Por Onde Andamos) e eu, apressadas para não perder o grupo do tour de Arte e jamais considerando desperdiçar uma taça de campanhe, fizemos o que qualquer pessoa faria: viramos como se fosse pinga (ok, não conseguimos de primeira, mas foi quase).

O Pico do Jaraguá e a Pedra Grande do Horto. Ah, e um champanhe no Terraço Itália <3. Foto: Talita Marchao
O Pico do Jaraguá e a Pedra Grande do Horto. Ah, e um champanhe no Terraço Itália

Há boatos de que nós duas saímos um tanto quanto sorridentes, mas a boataria foi motivada principalmente pela fome, já que estávamos há muito tempo sem comer. De lá, seguimos a pé para a parada mais bacada do tour de artes, o Red Bull Station (e sim, fomos fazendo vídeo-bagunça com a Angie do Apure Guria –tenho medo deste vídeo).

O Red Bull Station fica na Praça da Bandeira e funciona como uma espécie de centro cultural, mas com uma pegada mais criativa. É um espaço com residência para artistas desenvolverem seus trabalhos, eventos, música e uma cobertura incrível. Lá, fomos recebidos pelo curador, o uruguaio Fernando Velázquez. E que aula ele nos deu, viu? Valeu toda a caminhada até lá! (Aliás, foi a primeira vez em que vi na minha vida uma impressora 3D e agora quero uma em casa).

E finalmente chegou a hora de comer!

De lá, fomos de Cabify para a parada mais deliciosa do dia: comida! Éramos esperados para almoçar no Villa Távola, uma das cantinas mais tradicionais de SP. Tentei dar o golpe na Sonia, do Coisos on the go,, para o caso de precisar de um SOS para cortar a comida, mas o troco veio depois (já conto e ela vai me matar).

Não teve um blogueiro que não saiu de lá rolando: tinha lasanha, macarrão, nhoque, frango, uma batatinha delícia, doces. Fiquei com pena do pessoal do tour Pedalarte, que consumiu 15kg de comida italiana e ainda precisaria pedalar até o Parque Ibirapuera.

E foi nesse momento que eu fui cruelmente e carinhosamente expulsa do Cabify pela Sonia. Explico: o carro chegou e fui toda pimpona para entrar, maior sorridente, dando saltinhos enquanto ela chamava. “Vem, vem, não vem”. O carro estava cheio. Meu mundo caiu, começou a tocar Maysa na minha mente, meus olhos se encheram de lágrimas, meu gesso ficou pesado, achei que a minha mão fosse cair de tristeza. Ainda bem que o pessoal gentimente me encaixou em um outro carro.

De lá, fomos de Cabify para a galeria Zipper. Nada como um debate acalorado sobre política municipal e uma imagem do Mickey com uma mina montada sobre ele para ajudar na digestão de 90kg de lasanha.

O tour acabou no famoso Beco do Batman, cena hipster de carteirinha para ninguém botar defeito. Mais fotos, mais vídeo, mais bagunça (e disputa de paredes com as pessoas que levam figurinho, fotógrafo profissional e tudo mais pra lá para renovar as imagens de perfil do Facebook rs).

Foto: Vem pra Sampa, meu!

E finalmente chegou a hora de beber (de novo)

Meu negócio é bar, boteco e cerveja. E curti muito conhecer o Boteco São Conrado. Espaço novinho, grande, bonito, bom atendimento e chope gelado (e pertíssimo do metrô e do Beco).

A Carol Kina brinda e fotografa, é muito sucesso!! Foto: Vem pra Sampa, meu!

A partir dali tive uma escolha muito difícil: beber na Cervejaria Nacional, um lugar que eu adoro, ou ver o Wilco (já que eu tinha ganhado o ingresso que a Heineken ofereceu para sorteio no Vem Pra Sampa, meu!?). Perdão, cerveja. Venceu o Wilco <3

Aqui a vida muda. Enquanto uns enchiam a cara e conheciam todo o processo de fabricação de cerveja, eu cantava, dançava e chacoalhava o meu gesso no Popload. Ok que graças ao Metrô de São Paulo (sim, isso é uma publicidade negativa), eu perdi uma das músicas que AMO. Mas cheguei a tempo de ver A música deles que eu idolatro.

Mas pensando depois, vi que talvez não fosse um bom momento para cantar I’M TRYING TO BREAK YOUR HEART, então o atraso não me machucou tanto na alma.

 

Sei que o texto está longo, mas e o domingo?

Eu poderia falar muita coisa do domingo. Mas uma palavra resume: BACON!

Foto: Vem pra Sampa, meu! e Talita Marchao
Foto: Vem pra Sampa, meu! e Talita Marchao

BACON É AMOR, MEUS LEITORES. E o melhor bacon da minha existência estava no café da manhã oferecido pelo Ramada Itaim Bibiadministrado pela Vert Hotéis.

Confesso que não conhecia o trabalho da Vert, e fiquei bem positivamente surpresa com a hospitalidade e a qualidade do espaço. E sou daquelas que não reserva hotel sem café da manhã. E lá tinha uma mesa farta, gostosa, cheira de cor e sabor. E BACON.

A Amanda, do Marola com Carambola, dá a dica: panqueca, bacon e mel. Sério, tentem fazer isso em casa <3

De lá, decidimos mostrar aos blogueiros de fora a Paulista Aberta (antes que fechem outra vez). E todo mundo ficou encantado com as opções de lazer, com a chance de caminhar numa boa por um espaço tão “para veículos”. Tinha banda, artista de rua, criança pedalando, bolinha de sabão, cachorro lindo.

Foto: Vem pra Sampa, meu!

Passamos para mostrar o Mirante da 9 de julho aos colegas do tour Cool Sampa, já que la foi o ponto de encontro deles e estava fechado na hora em que eles marcaram.

Foto: Vem pra Sampa, meu!
Foto: Vem pra Sampa, meu!

Aí vem a bagunça: por uma questão logística, o grupo se dividiu para almoçar. Uma parte foi testar os food trucks da Praça Oswaldo Cruz, a outra (a minha) foi para o restaurante Halim, um clássico árabe ali na Paraíso/Brigadeiro. E foi lá calçada mesmo que a gente bebeu cerveja em copo de plástico até a mesa ficar pronta (ideia brilhante da Alessandra, do Tô Pensando em Viajar.

De lá, o pessoal ainda teve fôlego para passar na Casa das Rosas, no Itaú Cultural e na última parada do Vem pra Sampa, Meu!, o famoso Ponto Chic, lar do bauru (o verdadeiro, não essa coisa de presunto/queijo/tomate que a gente improvisa em casa).

Com o gesso no braço, o cansaço do show e a caminhada do dia anterior, acabei desertando desta última etapa. Era emoção demais para os meus 31 anos.

E como foi posar de gatinha/atriz/cantora/modelo e blogueira de viagem pela primeira vez?

Como é legal encontrar tanta gente com o mesmo interesse em comum! Trocar tantas ideias bacanas! Tive uns papos tão bons sobre viagem, blogs, postagem, audiência e bacon…

 

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