O básico para planejar sua viagem para Istambul, na Turquia

A Mesquita Azul e a Santa Sofia (ou Hagia Sofia), em Sultanahmet

 

Sabem aquelas coisas básicas que todo mundo precisa saber e é um parto para achar quando você quer planejar sua viagem? Vou tentar colocar tudo aqui de uma vez a lição de casa de Istambul. Assim, acaba o perrengue para saber como sair do aeroporto, onde trocar dinheiro, se precisa de véu etc.

1- O aeroporto: como sair de lá?
Você deve chegar no aeroporto de Ataturk, que fica a uns 20km de Sultanahmet (o bairro turistão de Istambul). Na maioria das vezes, o hotel decente vai providenciar o transporte como cortesia se você ficar alguns dias hospedado (foi o meu caso na primeira parte da viagem). A outra opção é um táxi. Pegue no aeroporto mesmo, e pergunte quanto dá mais ou menos até Sultanahmet. Se falarem em mais de 60 liras, recuse. E vá com o taxímetro ligado, o valor não deve passar disso. Para os corajosos, há metrô! Sai do aeroporto mesmo, mas é um verdadeiro perrengue para ir até Sultanahmet — você pegará metrô e tram, pagando duas passagens, arrastando mala, fazendo baldeação e tal. Se você estiver hospedado na Praça Taksim e arredores, até vale.

Existe um segundo aeroporto internacional, Sabiha. Tente não ir para lá. Ele fica longe, bem longe de Istambul (a uma hora mais ou menos). Seria como desembarcar em Viracopos (Campinas) num voo para São Paulo.

2- Onde trocar dinheiro?
A cotação do aeroporto não é uma tragédia, é o mesmo valor de Sultanahmet. Mas a melhor cotação que vi foi no Grande Bazar e nos arredores da Praça Taksim. Se quiser, troque só o mínimo para pagar o táxi.

3- Precisa andar de véu na cidade?
Não. Você, mulher linda desse mundão, só precisará cobrir a cabeça dentro de mesquitas. Se quiser, compre o hijab (o véu). Tem uns coloridos lindos, super legais. Embarque na cultura deles. Aprenda algo e deixe de preconceito.

4- Andar dentro da cidade é muito difícil?
Que nada! O tram é uma mão na roda, e o metrô funciona bem. Eles são integrados, mas com uma pequena cobrança de tarifa. O lance é comprar o Istanbulkart (sim, o bilhete único deles). Você acha no aeroporto, nas grandes estações e até em banquinha de jornal. Ele dá um desconto bacana nas viagens. Ele passa no tram, no ônibus, no metrô e até na balsa para passear pelo Chifre de Ouro e pelo Bósforo.

5- Onde ficar hospedado?
A vida é muito mais fácil se você ficar em Sultanahmet, já que a maior parte das atrações turísticas estão lá. Mas lembre-se de que é um bairro tradicional e bem turístico. Para o badalo e farra, prefira a região da Taksim.

** Sim, a praça Taksim é aquela dos protestos, em que o pessoal ficou meses acampado e apanhando da polícia contra o fim do parque Gezi, que fica colado na praça. Sim, os 20 centavos dos turcos.

6- A vida da mulher lá… É de boa?
Não. Não pense que você será tratada com amor e carinho por lá. Estive sozinha E acompanhada, e os tratamentos foram bem diferentes. Enquanto estive acompanhada de um homem, poucos caras me ajudaram. Fingiram que não falavam inglês para não me atender (e atenderam o amigo logo em seguida em inglês); ignoraram meu chamado em mesa de restaurante; responderam com ignorância ou falta de vontade nas ruas e os olhares eram bem “assediosos” (mesmo acompanhada, ouvi barbaridades dos homens). Sozinha, também ouvi as barbaridades, mas pelo menos os homens me atendiam em restaurantes, lojas, não me ignoravam completamente. Mas pense que essa é uma questão cultural, tenha sempre isso em mente.

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